Movimento dos Trabalhadores em Arquitectura

Próximo Plenário - Coimbra!

O MTA propôs-se organizar, ao longo deste ano, três reuniões plenárias e várias reuniões preparatórias em diversos pontos do país, fomentando um processo alargado de discussão colectiva sobre a criação do Sindicato dos Trabalhadores em Arquitectura, em todo o território nacional.

A primeira grande iniciativa plenária ocorreu no passado dia 9 de Outubro no salão d'A Voz do Operário, em Lisboa, e teve por objectivo partilhar, discutir e envolver os trabalhadores em arquitectura na discussão necessária à criação do sindicato, sob o tema: “Um Sindicato para quê?”.

O segundo plenário terá lugar em Coimbra sob o mote ‘Um Sindicato para quem?' e, com as contribuições feitas pelos trabalhadores, continuaremos a dar forma ao nosso sindicato e a desenvolver os seus Estatutos.

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DURANTE A PANDEMIA, O MTA ESTEVE SEMPRE PRESENTE

Desde o início da pandemia, o MTA disponibilizou uma secção de perguntas frequentes sobre direitos laborais durante o estado de emergência e lançou um Inquérito para acompanhamento da situação laboral no sector. Abriu ainda um canal de esclarecimentos e denúncias que apoiou dezenas de trabalhadores e esteve nas ruas em manifestações pela dignidade e contra as ilegalidades e abusos, a precariedade e o desrespeito pelos trabalhadores.
Deu resposta à situação de emergência social através do acompanhamento da situação de inúmeros trabalhadores e ainda com a apresentação de um Caderno Reivindicativo, e ainda realizou uma campanha de esclarecimento, com cartazes e panfletos nas ruas e publicações informativas nas redes. Dadas os impedimentos decorrentes da situação sanitária, produziu o Podcast dos Trabalhadores em Arquitectura para promover a informação sobre a realidade laboral no sector.

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INFORMAR OS TRABALHADORES SOBRE OS SEUS DIREITOS

Seja através das redes sociais, de iniciativas presenciais ou online ou através do contacto directo com os trabalhadores e com os seus problemas laborais, o MTA desenvolve um trabalho permanente de informação sobre os direitos dos trabalhadores, apoiado no contributo de dezenas de activistas que participam no Movimento.

Vê as nossas publicações no instagram ou no facebook e conhece os teus direitos.

A REALIDADE DO TRABALHO EM ARQUITECTURA

Os dados obtidos pela realização do Inquérito aos Trabalhadores em Arquitectura confirmam que o trabalho em arquitectura é altamente precarizado: imperam os vínculos precários e a subordinação económica, por assalariamento ou dependência de um ou poucos beneficiários - 87% dos trabalhadores realiza trabalho dependente. Os salários encontram-se abaixo da média nacional - 870,75€ mensais, cerca de 100€ abaixo do salário médio bruto mensal nacional (INE, 2018).

As trabalhadoras em arquitectura, que representam 45% da força de trabalho, enfrentam ainda maiores obstáculos na contratação e progressão na carreira e, em média, os seus salários são 30% inferiores aos dos seus colegas.

Mais informações detalhadas no Inquérito e nas publicações no instagram ou no facebook.

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ASSEMBLEIA GERAL - MANIFESTO

No Porto, em 2019, a 1ª Assembleia Geral do Movimento dos Trabalhadores em Arquitectura juntou perto de 200 trabalhadores em arquitectura, tendo aprovado o Manifesto fundador do MTA com 98% dos votos a favor. Contando com 6 propostas de alteração aprovadas, o manifesto promoveu uma discussão colectiva e aberta entre pares sobre o estado e futuro do Trabalho em Arquitectura.

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PARTICIPA!

Inscreve-te na Mailing List

Acompanha a actividade e iniciativas do movimento através da mailing list do MTA. Para qualquer esclarecimento, também nos poderás contactar através do email mta.informacao @gmail.com ou através do nosso sistema de mensagens.

O que é o MTA?

O Movimento dos Trabalhadores em Arquitectura é uma organização colectiva de trabalhadores no sector da Arquitectura. Tem como objectivo representar e defender os interesses de todos os trabalhadores e trabalhadoras deste sector, sendo espaço de solidariedade e cooperação para o esclarecimento e reivindicação dos seus direitos e pela valorização do trabalho e de quem o produz.

A quem se dirige?

O MTA dirige-se a todos os trabalhadores deste sector: arquitectos, arquitectos paisagistas, urbanistas, estejam estes inscritos ou não na sua Ordem/Associação profissional, estagiários no decurso da sua formação, desenhadores, maquetistas, produtores de imagens 3D, orçamentistas e demais técnicos especialistas da área.

Como surgiu o MTA?

A 9 de Fevereiro de 2019 realizou-se o primeiro debate no café Duas de Letra no Porto, que juntou cerca de 30 profissionais e estudantes para discutir o acesso e exercício da profissão assim como os direitos dos trabalhadores no sector da Arquitectura. Seguiram-se várias reuniões organizadas nas semanas seguintes que culminaram, no fim de Março, na formação do Movimento dos Trabalhadores em Arquitectura.

Posso participar?

Sim!
Inscreve-te na mailing list através da página principal do site ou através do email mta.informacao @gmail.com para receberes toda a informação sobre as actividades e iniciativas futuras do movimento e participa nas reuniões gerais! Segue-nos no instagram e facebook para ficares a par do trabalho que estamos a desenvolver. Apenas com a participação de todos poderemos alterar o paradigma do trabalho em arquitectura.

Onde está?

O MTA surgiu a partir de um grupo de discussão criado na cidade do Porto, tendo-se entretanto alargado a Lisboa, com um grupo em expansão, e conta ainda com activistas espalhados por outras cidades e lugares do país. O MTA tem como objectivo a curto prazo ampliar o Movimento a todo o país.

Em que contexto surgiu o movimento?

Há muito que os trabalhadores em Arquitectura partilham relatos e experiências de sistemáticas violações dos seus direitos, da deterioração das suas condições laborais e profunda desvalorização do seu trabalho. O MTA surge da necessidade de organização colectiva de todos os trabalhadores num espaço de solidariedade, partilha, discussão e acção concreta por trabalho digno e com direitos, dando voz às suas legítimas aspirações.

Quais os seus objectivos?

Os objectivos do MTA passam pela organização dos trabalhadores em arquitectura com a finalidade de garantir o cumprimento da lei, a formação dos trabalhadores e a valorização do seu trabalho através de acções concretas de reivindicação e do apoio na resolução de conflitos laborais.
O MTA pretende também a criação de instrumentos colectivos como tabelas salariais ou contratos colectivos de trabalho, garantias de progressão de carreira que acompanhem as competências e responsabilidades dos trabalhadores e reforço da formação contínua que permita o desenvolvimento das suas qualificações e materialização das suas expectativas.

Estamos convictos de que a criação de uma plataforma de natureza sindical será o passo necessário para atingirmos os nossos objectivos. O passo necessário para que possamos exigir, negociar e ser ouvidos em condições mais favoráveis de protecção, representatividade e intervenção. O passo necessário para legitimamente nos representarmos enquanto massa de trabalhadores em luta pelos seus direitos, afirmando o valor do nosso trabalho e da nossa profissão.

O que distingue o MTA da Ordem e das Associações Profissionais?

O MTA tem por objectivo a representação e defesa de todos aqueles cujo rendimento seja fruto do seu trabalho no sector da arquitectura, inscritos ou não na sua Ordem ou Associação Profissional. Entendemos que a valorização da profissão está intimamente ligada à valorização das condições laborais de todos os trabalhadores.
Por esse motivo, o MTA não se foca na defesa de uma determinada classe profissional ou disciplina, o que o distingue da Ordem dos Arquitectos ou de qualquer estrutura sindical existente na área da Arquitectura.
As Ordens são associações profissionais de direito público assentes no objectivo de autorregulação das respectivas profissões e na defesa e salvaguarda do interesse público. Cabendo-lhes o controlo do acesso e do exercício dessas profissões, está-lhes vedado o desempenho de funções sindicais pelo risco de corporativização que tal intersecção de competências implicaria. O MTA vem ocupar esse espaço vazio no sector da Arquitectura.
O seu horizonte de acção é claro e estabelece como objectivo central a construção de uma plataforma de legítima representação, protecção e defesa de todos estes trabalhadores, que lhes garanta condições de reivindicação e de efectiva transformação da sua realidade profissional, afirmando o valor do seu trabalho e das suas profissões. O MTA compromete-se a:
1. Representar todos os trabalhadores do sector e não apenas arquitectos;
2. Apoiar os trabalhadores na resolução de conflitos laborais – inclusivamente entre membros da mesma Ordem ou Associação;
3. Garantir que todas as suas iniciativas, acções ou reivindicações defenderão os interesses e aspirações dos trabalhadores por si representados e procurarão resolver os problemas concretos destes trabalhadores.

Como funciona?

O funcionamento do MTA assenta num processo de discussão coletiva permanente e numa estrutura horizontal de tomada de decisões, refletindo a natureza abrangente do Movimento. As Reuniões Gerais são o principal espaço de discussão e tomada de decisões.

O MTA organiza-se em grupos de trabalho com funções específicas ligadas à investigação, comunicação e acções de reivindicação, tais como o estudo e produção de documentos de análise e de síntese das condições de trabalho no sector, produção de conteúdos de comunicação para informação e esclarecimento, documentos de reivindicação específica, organização de trabalhadores para a denúncia de práticas ilegais ou organização de iniciativas públicas.