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informações sobre a assembleia para a
apresentação e discussão da proposta de manifesto

A apresentação e discussão do manifesto decorrereu às 15:00h dos dias 26 de Outubro e 9 de Novembro na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras. Contou com a participação de mais de 190 trabalhadores do sector, que aprovaram o manifesto.


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A grande maioria dos trabalhadores em arquitectura, hoje assalariada , vive muitas vezes em condições de precariedade e instabilidade permanentes no trabalho.
Com uma média salarial cerca de 23% inferior à dos trabalhadores no país - o que representa também um nível de vida mais de duas vezes inferior à generalidade dos arquitectos na Europa - estes trabalhadores vêem frequentemente posto em causa o seu direito ao subsídio de desemprego e à dignidade na reforma pela proliferação de falsos recibos verdes e de relações de trabalho informais. Simultaneamente, a predominância dos contratos a termo e dos estágios IEFP como norma de contratação vêm perpetuar ciclos de rotatividade de trabalhadores que não chegam a ficar efectivos nos locais de trabalho.

Nestas condições, é-lhes ainda frequentemente exigido um número de horas extraordinárias superior ao previsto na lei sem daí retirarem sequer a remuneração justa, e que planeiem e executem uma multitude de tarefas que requerem competências que em muito excedem a sua formação de base. Perante a ausência generalizada de uma perspectiva de progressão na carreira, o resultado é ora uma cada vez maior desadequação do rendimento face às competências e responsabilidade exigidas ao trabalhador, ora a estagnação profissional e consequente desinteresse face ao resultado final do trabalho produzido.

O MTA procura construir uma plataforma de mobilização e legítima representação de todos os trabalhadores do sector, sejam arquitectos, estagiários, maquetistas ou produtores de imagens 3D. Fruto de reuniões públicas, de investigação e de discussão colectiva, o MTA propõe uma plataforma que, de natureza sindical, permita aos trabalhadores em arquitectura lutas pelos seus direitos, exigir, negociar e ser ouvidos em condições mais favoráveis de protecção, representatividade e intervenção.


Trabalhas em Arquitectura?


Nos dias 26 de Outubro e 9 de Novembro às 15h00 falaremos do futuro da profissão e discutiremos o manifesto do Movimento dos Trabalhadores em Arquitectura.
Apelamos à participação de todos os que acreditam que é urgente exigir que entidades fiscalizadoras exerçam eficazmente as suas funções; que decisores, partidos, legisladores e governantes sejam chamados a pronunciar-se e a comprometer-se; e que empregadores cumpram os seus deveres e assumam as suas responsabilidades. De todos os que consideram imprescindível garantir o direito a uma carreira e a uma progressão profissional assente na avaliação justa dessas competências, e que esta se reflicta na nossa remuneração.

É fundamental unirmo-nos para reivindicar os nossos direitos, pela justiça, estabilidade e valorização no trabalho.